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  • Julio Reis

O cliente sumiu!

O que fazer para sua empresa sobreviver ao Coronavírus em 3 passos?


Com o contexto da pandemia do Coronavírus, essa tem sido uma pergunta frequente para milhares de empresários Brasil afora – como faço para vender, se meu cliente não pode vir até minha empresa?


Empresas de vários seguimentos impedidas de abrir pelas restrições impostas pelo governo e empresas que podem abrir, por serem consideradas essenciais, tem percebido que seu contexto em relação ao mercado mudou e continuará mudando. Principalmente em relação aos seus clientes, afinal, eles, por necessidade e não por decisão própria, passaram a ficar distantes das empresas, os locais onde habitualmente iriam para consumir.


O impacto econômico vai além das oscilações da bolsa de valores e do aumento do dólar, segundo pesquisas de institutos renomados, alguns seguimentos apresentam uma queda de mais de 70% nas suas vendas, gerando um ambiente de insegurança, pois isso terá consequências derivadas, como desemprego, queda no consumo, etc.


Diante desse cenário, que ainda tem uma duração não bem dimensionada, é possível sugerir 3 passos para que as empresas possam diminuir os impactos desses fatores nas suas vendas e consequentemente nos seus resultados.


Passo 1: Conheça os programas de incentivo que os governos, principalmente, Federal e Estadual, estão oferecendo e verifique se sua empresa pode se enquadrar em algum deles. Pode ser uma boa oportunidade para passar por essa turbulência, pois a maioria dos programas apresentam boas taxas para financiamento e prazos de vigência mais flexíveis para pagamento. Mas atenção, pesquise e dê preferência para bancos estatais ou bancos privados que tenham sido inseridos como agentes/parceiros em algum desses programas de incentivo. Por Exemplo: Caixa Econômica Federal que em parceria com o SEBRAE, lançou linhas de crédito para MEIs, micro, pequenas e médias empresas. Bancos de fomento estaduais e bancos cooperativos, também podem ser boas alternativas.


Um cuidado bastante relevante nesses casos, é em relação ao prazo de carência oferecido pelo agente financeiro. Evite planos com menos de 6 meses para início do pagamento, pois terá mais tempo para se recuperar minimamente a ponto de gerenciar esse passivo com o banco.

Nos links a seguir, você encontra algumas publicações que te ajudarão a compreender as possibilidades:


http://www.caixa.gov.br/caixacomsuaempresa/caixa-e-sebrae/Paginas/default.aspx


https://exame.abril.com.br/economia/governo-anuncia-linha-de-credito-para-folha-de-pagamento-de-pme/


https://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/imprensa/noticias/conteudo/bndes-lanca-primeiras-medidas-para-reforcar-caixa-de-empresas-e-apoiar-trabalhadores-que-enfrentam-efeitos-do-coronavirus


http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=106349&tit=Governador-anuncia-pacote-de-R-1-bilhao-para-preservar-os-empregos


Passo 2: Quando estudamos processo de mudança, existe uma máxima que diz: toda situação de dificuldade pode ser uma porta aberta para mudança e todo processo de mudança é uma oportunidade para melhorias.

Então, porque não aproveitar esse momento para organizar sua empresa, repensar e adequar processos? Se nunca teve a oportunidade ou sentiu a necessidade de elaborar um plano de negócios, um plano estratégico mesmo que básico, uma análise do perfil de seu cliente, de conhecer sua concorrência, de saber qual o custo de sua empresa, qual o propósito de seu negócio, etc., aproveite esse momento para fazer isso.


Todos esses processos te ajudarão a dimensionar melhor todos os recursos (financeiros e não financeiros) que sua empresa e você tem e necessitam para tomar melhores decisões e estarem prontos para o período pós pandemia. Esse momento chegará, e as empresas que estiverem melhor preparadas para ele, sairão na frente.


Passo 3: Utilize todas as possibilidades que o século 21 oferece a sua empresa. Portanto, não se esqueça, Seja uma empresa do século 21, com gestão do século 21, com processos do século 21 e que atende clientes com perfil de comportamento desse mesmo século. Qualquer um desses fatores de sua empresa que estejam fora de sintonia com o contexto social que hoje se apresenta, terá maiores dificuldades.


Dessa forma, importante se faz inserir a tecnologia nos processos das empresas, sejam eles na produção, no atendimento, nas vendas, na logística e distribuição, na pesquisa e desenvolvimento, dentre outros.


Umas das diferenças desse século em relação ao passado, é que além de termos tecnologias das mais variadas disponíveis, ela é acessível. Ou seja, é possível ter tecnologias que apoiam as empresas na melhoria de seus processos, por valores acessíveis a todas os tipos e tamanhos de empresas.


Em relação ao motivo desse texto que é discutir a dificuldade em trazer os clientes até as empresas, a tecnologia pode exercer um papel de elevado destaque, pois pode gerar possibilidades das empresas chegarem até os clientes que não estão vindo até ela. Essa tal tecnologia pode ser a “nova” ponte que precisará ser construída daqui para frente para que suas vendas permaneçam, afinal, a necessidade de consumo não foi extinta, mas a forma como vamos suprir essa necessidade precisa mudar, as vezes radicalmente.


Um exemplo típico do emprego a tecnologia, é a utilização dos aplicativos para acessar uma gama ainda mais de serviços e produtos de empresas e a diminuição, por necessidade, da resistência ao uso desse tipo de tecnologia.


Outro exemplo que também está muito em evidência é a utilização de automatizadores de parte do atendimento, os chamados bots ou chatbots. Esses sistemas assim como os Apps, tem ser tornado grandes aliados ao processo de vendas e de comunicação com clientes das empresas, com ótimo custo benefício.


Como bom exemplo pode-se citar o Pigeon Bot, que é um sistema de automatização parcial dos atendimentos feitos via WhatsApp, que tem custo diário a partir de R$5,00 o que o torna muito atrativo e acessível. Para fechar esse terceiro passo, relevante é destacar que o atendimento automatizado, mesmo que com tecnologia sofisticada, não tem a função de substituir totalmente o atendimento humano. Assim sendo, a tecnologia deve ser estrategicamente pensada como um complemento as capacidade e limitações humanas e de processos, mas nunca com substitutiva.


Para finalizar, não tenha receio do futuro, mas aproveite o momento para aprender com esse momento, use todos os recursos que tem disponível para isso e confie que sairá de alguma forma melhor do que como chegou aqui nesse momento da história. Siga a gente nas redes sociais

Para maiores informações entre em contato:

(41) 3121-3124

julio.reis@portalsym.com

*Júlio A. f. dos Reis  é Doutor em Administração pela PUC do Paraná e pela DePaul University de Chicago e Sócio-diretor da SYM – Software Your Mode. Nos últimos anos tem se dedicado a compreender o impacto da tecnologia no ambiente de negócios.

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